Ácidos graxos essenciais

23 de fevereiro de 2013
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Tradicionalmente, os dois ácidos graxos considerados essenciais na nossa alimentação são o ácido linoleico (LA), que é ômega-6, e o ácido alfalinolênico (ALA), que é ômega-3. A partir desses dois ácidos graxos precursores, o nosso organismo consegue transformá-los em outros, como o ácido aracdônico (ômega-6), o ácido eicosapentaenóico (ômega-3) e o ácido docosa-hexaenoico (ômega-3).

O ácido aracdônico (AA) é abundante nas aves, carnes vermelhas, ovos e em alguns peixes. Já o ácido eicosapentaenóico (EPA) e o ácido docosa-hexaenoico (DHA) são abundantes em peixes de águas profundas, motivo pelo qual o óleo de peixe ficou tão famoso como suplemento alimentar nos últimos anos.

Devido à pequena capacidade de o nosso organismo transformar outros ácidos graxos em ácido docosa-hexaenoico, tem-se sugerido que o DHA também deva ser considerado um ácido graxo essencial em nossa alimentação.

Esses ácidos graxos têm diversos papéis em nosso organismo. O DHA, por exemplo é muito importante no desenvolvimento neurológico e visual das crianças, pois é um dos principais constituintes da chamada substância cinzenta de nosso cérebro, que é a parte do cérebro onde ficam os corpos dos neurônios.

Outros estudos mostram que o DHA e o EPA têm papel anti-inflamatório em doenças crônicas, além de auxiliarem na melhora do perfil lipídico do sangue, diminuindo o risco de doenças cardiovasculares.

Diversos estudos estão em andamento para elucidar melhor os benefícios da suplementação dietética com esses ácidos graxos, bem como qual a quantidade e proporção deles que deve ser ingerida.

Referência: Lowery, L. Fat. In: Campbell, BI and Spano, MA, editors. NSCA’s Guide to Sport and Exercise Nutrition. Champaing, IL: Human Kinetics, 2011. p. 49-70.

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Eduardo Bellotto

Sobre Eduardo Bellotto

Sou Médico Nefrologista formado na Universidade Federal de São Paulo e tenho muito interesse em estudar, entender e compartilhar conhecimento sobre os principais problemas que afetam as pessoas nos dias atuais, particularmente aqueles relacionados ao estilo de vida contemporâneo, como a obesidade, o diabetes e a hipertensão.

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