A manutenção da quantidade de glicose no sangue pelo nosso organismo

25 de dezembro de 2012
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colher cheia de de açúcarUma pessoa adulta tem cerca de 5 litros de sangue e a concentração normal de glicose no sangue varia em torno de 100 mg/dL. Isso significa que existem 100 miligramas (um décimo de grama) de açúcar em cada decilitro (um décimo de litro) de sangue. Em outras palavras, uma pessoa adulta normal tem cerca de 1 grama de glicose em cada litro de sangue. Ao todo, temos cerca de 5 gramas de glicose circulando no sangue.

Quando estamos em jejum e a quantidade de açúcar no sangue (glicemia) cai, as células alfa no nosso pâncreas liberam um hormônio chamado glucagon, que promove a produção de glicose (gliconeogênese) principalmente a partir de gorduras (lipólise) e a quebra de glicogênio (glicogenólise), principalmente do fígado, para manter a glicemia.

Após nos alimentarmos, a glicemia começa a subir e as células beta do nosso pâncreas passam a liberar um hormônio chamado insulina, que estimula a passagem da glicose do sangue para dentro dos tecidos, estimulando a produção de glicogênio (glicogênese) e a produção de gordura (lipogênese), para armazenar energia.

Mas, se a glicose é a principal fonte de energia do nosso corpo, porque nosso organismo mantém uma quantidade tão pequena (cerca de 5 gramas) de glicose no sangue? A resposta é que a glicose, quando em excesso, se liga a proteínas do sangue e dos tecidos, atrapalhando o funcionamento normal dessas proteínas. Esse processo é chamado glicação (alguns chamam de glicosilação) das proteínas.

Com uma quantidade tão limitada de carboidratos no sangue para atender às nossas demandas de energia, nosso organismo dispõe de uma reserva de glicogênio muscular para dar suporte às atividades físicas. Esse é um dos motivos pelos quais o período de repouso é muito importante para o desempenho esportivo, já que nossos músculos precisam repor a reserva de glicogênio que foi consumido durante o treino.

Quando uma pessoa pratica exercícios excessivamente, sem dar tempo para que os músculos se recuperem, ela está em um processo chamado overtraining, no qual o excesso de exercícios acaba prejudicando a performance do atleta.

Referência: Fogt, Dl. Carbohydrate. In: Campbell, BI and Spano, MA, editors. NSCA’s Guide to Sport and Exercise Nutrition. Champaing, IL: Human Kinetics, 2011. p. 11-32.

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Eduardo Bellotto

Sobre Eduardo Bellotto

Sou Médico Nefrologista formado na Universidade Federal de São Paulo e tenho muito interesse em estudar, entender e compartilhar conhecimento sobre os principais problemas que afetam as pessoas nos dias atuais, particularmente aqueles relacionados ao estilo de vida contemporâneo, como a obesidade, o diabetes e a hipertensão.

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